quarta-feira, 18 de abril de 2012

EDUCAÇÃO MUSICAL DE A a Z

AMAR A MÚSICA E A CRIANÇA.

BUSCAR DESENVOLVER O SEU POTENCIAL.

CRIAR OPORTUNIDADES PARA UMA RICA EXPERIÊNCIA MUSICAL.

DESENVOLVER A SENSORIALIDADE, A AFETIVIDADE E A INTELIGÊNCIA MUSICAL OBEDECENDO AS ETAPAS PROGRESSIVAS.

ENCANTAR A CRIANÇA ATRAVÉS DE UMA AULA BONITA E AGRADÁVEL; "A BELEZA É ESSENCIAL."

FUNDAMENTAR OS PRINCÍPIOS DE TRABALHO.

GARANTIR UMA METODOLOGIA EFICIENTE.

HONRAR A PROFISSÃO DE EDUCADOR, ATRAVÉS DE UMA FORMAÇÃO SÓLIDA.

INCENTIVAR O GOSTO MUSICAL PROCURANDO FREQUENTAR CONCERTOS E OUVIR MÚSICA DE QUALIDADE.

JAMAIS MINIMIZAR A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA VIDA DE UMA CRIANÇA.

LEMBRAR A NECESSIDADE DO ESTUDO DIÁRIO DO INSTRUMENTO.

MOTIVAR FREQUENTEMENTE O TRABALHO, COM OFICINAS, MARATONAS DE ESTUDO, AMOSTRAS CRIATIVAS, CAMPEONATOS DE LEITURA MUSICAL, OLIMPÍADA MUSICAL, AUDIÇÕES, ETC.

NUNCA TRANSFORMAR A AULA DE MÚSICA NUMA SIMPLES BRINCADEIRA.

OPORTUNIZAR APRESENTAÇÕES PÚBLICAS PARA FACILITAR A DESIBINIÇÃO E SOCIALIZAÇÃO.

PRIORIZAR O TRABALHO ANTES DA TEORIA.

QUESTIONAR SEMPRE AS DÚVIDAS PEDAGÓGICAS.

REFORÇAR A PARTICIPAÇÃO CRIATIVA DO ALUNO NA SALA DE AULA.

SONHAR COM UM MAIOR NÚMERO DE CRIANÇAS FAZENDO MÚSICA!

TENTAR CONSCIENTIZAR OS PAIS DA SUA NECESSÁRIA COLABORAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO MUSICAL DO SEU FILHO.

UNIR O QUERER E O FAZER!

VERIFICAR CONSTANTEMENTE OS ASPECTOS QUALITATIVOS POSITIVOS E AS DIFICULDADES ENCONTRANDO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM PARA POSSÍVEIS MODIFICAÇÕES.

DA QUESTÃO: "A MÚSICA HARMONIZA O SER HUMANO."

ZELAR PELA CULTURA MUSICAL SEM ESQUECER A MÚSICA ÉTNICA DE CADA POVO.

                                                                    

CARMEM METTIG ROCHA
XVII ENCONTRO DE VIVÊNCIAS MUSICAIS
APEMBA
24 a 29 de setembro  de 2007 - SALVADOR/Ba

sábado, 14 de abril de 2012

A MÚSICA É DIVINA




Instrui-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria louvando a Deus, com salmos e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão em vosso coração. Colossenses 3:16



A música provoca mudanças significativas no ser humano, só em ouví-la podemos ser completamente transformados. 
O objetivo de J.S.Bach com as suas composições era louvar e glorificar a Deus. Por 100 anos a Paixão de Nosso Senhor segundo São Mateus deixou de ser apresentada. Considerada a maior obra para coral que ele já escreveu, não causou muito impacto em seus dias. Em 1829, Félix Mendelssohn  recebeu uma cópia desse manuscrito e começou a preparar essa obra para ser apresentada. Antes de terminá-la o jovem Mendelssohn, de apenas 20 anos, havia  convertido a sua fé para Cristo. Ele foi transformado sem nenhum estudo bíblico, isso aconteceu devido a música inspiradora de Bach, música que foi feita para Deus e por Deus.
Cantemos mais, ouçamos músicas para dissipar o desânimo, os problemas, a falta de paz e as sombras que possam estar envolvendo a nossa vida. A música é sobrenatural, é divina! é generosa! abusem do que ela pode fazer por você!

Cláudia Cavalcante Fonseca Santos
14-05-2012


sábado, 7 de abril de 2012

MÚSICA CONTRA A DOR

Diversão, cultura ou terapia, a música é isso e muito mais! Uma pesquisa da Fundação Cleveland Clinic, nos Estados Unidos, revelou que as canções aliviam a dor crônica. O estudo comparou por uma semana dois grupos de 30 pacientes com o sintoma. Os que ouviram música uma hora por dia tiveram uma redução de 20% na percepção da dor. Os outros subiram 2% na escala de dor, disse a ISTO É Sandra Siedlecki, co autora da pesquisa. Ela registrou também a melhora de manifestações ligadas à depressão, um dos males associados ao convívio com a dor crônica. E tanto faz o tipo de música que você ouve, desde que goste, explica Sandra.
Por resultados como esse, a relação entre a música e a medicina é tema de interesse crescente. Há duas semanas, por exemplo, cientistas da Santa Casa de São Paulo, anunciaram os resultados de um estudo que envolveu as composições do austríaco Wolfgang Amadeus Mozart e pacientes com glaucoma, doença que pode levar a cegueira. Ouvir dez minutos de Mozart antes do exame diagnóstico permite uma avaliação mais precisa da progressão da doença, explica o oftalmologista Carmo Mandia, um dos membros da equipe que assina o trabalho publicado no Britsh Journal of Ophtalmology e liderado pela médica e musicista Vanessa Macedo. Neste caso, os benefícios advém do relaxamento, que facilita os reflexos.
Porém os pesquisadores acreditam que há outros processos que colaboram para a melhora da performance. A música interfere no sistema que regula as emoções. E já se sabe que o estado emocional está ligado à percepção da dor, afirma o neuropediatra Luiz Celso Vilanova, da Universidade Federal de São Paulo.

    ROCK NA SALA DE CIRURGIA

Depois de pinças e tesouras, a música é outro recurso que não pode faltar na sala de cirurgia do médico Nilton Kawahara. E o som que o cirurgião habitualmente escuta enquanto opera seus pacientes não é como se poderia imaginar, Beethoven ou Chopin. A batida é outra. O ritmo que descontrai o ambiente e deixa o médico e a equipe ligados é o techno, o rock e até o funk. Tudo isso alto e em bom som. É um hábito incomum e alguns colegas até acham estranho, conta o médico. No entanto, o cirurgião assegura que a música agitada o deixa mais atento e toda a equipe mais concentrada. Tem sido assim há dez anos, afirma Kawahara. O médico é dono de uma coleção de 130 cds usados especialmente nessas ocasiões.

OLHOS: pacientes com problemas visuais ou neurológicos que ouviram Mozart tiveram melhores resultados em testes de visão do que outros que não escutaram as composições.
COMPORTAMENTO: Hospitais usam música para diminuir a tensão de bebês, crianças e adolescentes antes e depois de cirurgias.
CORPO E MENTE: ouvir música proporciona sensação de bem -estar.

CORAÇÃO: Seleções musicais que misturam rítmos rápidos, lentos e pausas que prendem a atenção do ouvinte podem ter efeito relaxante e influenciar o rítmo dos batimentos cardíacos e níveis da pressão arterial.

Digitado por Cláudia Cavalcante. Extraído da Revista Medicina. Reportagem de Mônica Tarantino.



sexta-feira, 6 de abril de 2012

INICIAÇÃO MUSICAL INFANTIL - EDGAR WILLEMS

INTRODUÇÃO:
Há duas espécies de iniciação musical: aquela em que se aprende a ouvir, a apreciar a música e aquela em que se aprende a praticá-la.
Trataremos sobretudo desta última iniciação musical, ligando frequentemente a primeira à segunda.
Esta iniciação prática, tornou-se, graças aos progressos da orientação psicológica da educação musical, acessível a toda a criança a quem a música interesse.
Além disso, esta iniciação, feita dentro do verdadeiro espírito é, ao mesmo tempo, um meio próprio de desenvolvimento artístico e um elemento de cultura geral; uma vez que, exigindo a comparticipação  total do ser humano - dinâmico, sensorial, afetivo, mental e espiritual - colabora no desenvolvimento de todas as faculdades e, harmonizando-as entre si, contribui para o desenvolvimento da personalidade humana.
Trata-se pois duma educação musical e não de um simples ensino. Esta educação nasceu de exigências da evolução simultânea da música e a do ser humano; das tendências sociais, que queriam por a educação musical ao alcance de todos.
Esta educação pode ser começada desde a idade de quatro anos e mesmo mais cedo;. É um método ativo, comparável aos que já existem para as outras disciplinas da educação e, se levou mais tempo do que os outros métodos a encontrar a sua realização, é porque pós problemas não eram fáceis de resolver e porque a maior parte dos pedagogos o tinham deixado de lado. Além disso, o ensino musical tradicional não oferecia aos educadores as bases necessárias para esta educação.
Este ensino é, em geral, de natureza teórica e intelectual. Supondo os alunos dotados, não dá o desenvolvimento do instinto rítmico e do ouvido musical (sensorial e afetivo) a importância que lhe é devida.

OBJETIVOS:
A iniciação musical infantil, tal como a entendemos, propõe-se atingir os seguintes objetivos:
1.Desenvolver nas crianças o amor pela música e prepará-las, com alegria, para a prática vocal ou instrumental da música;
2.Das as crianças, por meio pedagógicos apropriados e vivos, um máximo de possibilidades de aprenderem música, ainda que não sejam para isso especialmente dotadas;
3.Dar esta oportunidade, quanto possível, a todas as crianças; o que é realizável, visto que os elementos fundamentais da atividade musical são próprios a todo o ser humano. ao fazer esta afirmação, pensamos no instinto rítmico, na audição, na sensorialidade, na emotividade, na inteligência ordenadora e mesmo na criadora.
4.Dotar a educação musical. desde o começo, de raízes profundamente humanas. Trata-se, com efeito, não apenas de ensinar os rudimentos da música, mas ainda, sobretudo, de estabelecer as bases da arte musical. O contato com as crianças, as suas reações, tendências e iniciativas dão, a este respeito, as mais valiosas indicações ao educador;
5.Favorecer, por meio da música viva, o desabrochar da criança.

Quando falamos de amor pela música, não pensamos apenas no amor pelas obras musicais, nos seus criadores ou nos seus intérpretes, pensamos também no amor por tudo o que a música comporta de misteriosamente natural, humano, vivo: o instinto rítmico, o ouvido, a emoção musical, a harmonia material e espiritual dos sons.
Acrescentamos a isto o amor pelo próprio som e material sonoro, assim como pela técnica encarada, segundo Liszt, como criação do espírito e não da mecânica.
A música é muitas vezes tomada como um simples meio de distração, de evasão ou de divertimento superficial, quando pode ser, e é realmente, a expressão daquilo que o ser humano tem em si.

BASES:
Das condições de base indispensáveis ao educador que deseja empreender a iniciação musical infantil salientamos:
1.Amar as crianças e a música;
2.Conhecer as bases psicológicas da educação musical, assim como a psicologia da criança;
3.Encarar a música como um meio de cultura humana.

Será necessário acrescentar que o professor deve ser receptivo à vida e, ao mesmo tempo, ele próprio e dinâmico e que o valor humano do educador importa tanto ou mais do que o valor do método empregado.
Também não deve esquecer que a criança vem para a música com alegria, e esta alegria, que é um dos elementos de que nasce o amor pela música, deve ser mantida constantemente pela beleza, pelo interesse dos exercícios, assim como pelo entusiasmo do educador.
Por outro lado, ao princípio, é menos importante conduzir à perfeição do que permitir que a criança exteriorize a sua vitalidade e desenvolva a sua iniciativa.
Os princípios de ordem geral a adotar e que devem poder manter o seu valor ao longo de todo o estudo musical, dizem respeito, principalmente, aos elementos fundamentais da música encarados em função da natureza do ser humano. Seria um grave erro psicológico e pedagógico considerar a música apenas em si mesma, como se pode fazer para certas ciências. Como arte, a música é diretamente tributária das faculdades humanas, físicas, afetivas e mentais. Todos os nossos livros foram concebidos segundo esses princípios:

NOUVELLES IDEÉS PHILOSOPHIQUES SUR LA MUSIQUE, 3 Edição, pro musica, Bienne, 1966.
NOVAS IDÉIAS FILOSÓFICAS SOBRE A MÚSICA, 1 edição portuguesa, pro musica, Bienne 1968.
L´EDUCATION MUSICALE NOUVELLE, 2 edition, pro musica, Bienne, 1968.
LA PRÉPARATION MUSICALE DES TOUS-PETITS, 3 édition M.&P.Foetisch, Lausanne 1967.
LES BASES PSYCOLOGIQUES DE L´EDUCATION MUSICALE, Presses Universitaires de France - Paris, 1956.
LE RYTHME MUSICAL, Presses universitaires de France - Paris, 1954.

Extraído e digitado por Cláudia Cavalcante do caderno de INICIAÇÃO MUSICAL INFANTIL - EDGAR WILLEMS, com o objetivo de facilitar a pesquisa de Educadores musicais sobre o método Willems.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

MUSICALIZAÇÃO

MUSICALIZAÇÂO


                                             VAMOS REFLETIR!

Música, criança, educação para nós educadores, são termos da maior importância!
Os rumos da sociedade atual mostram-se sombrios, muitas vezes angustiantes e fico me perguntando como podem estar pensando as cabecinhas de nossas crianças, aliás, não só pensando, mas como elas estão sentindo e reagindo a esses conflitos tão expostos pela mídia e pelo mundo adulto!
Temos de ter o maior respeito às nossas crianças! Elas estão vivendo um momento histórico difícil, de falta de valores, falta de limites, falta da presença dos pais, falta de bons exemplos. falta daquela liberdade gostosa que tivemos há tempos atrás, quando existia “o brincar” inocente, a alegria espontânea, onde o medo não era tão ameaçador! Tínhamos o contato com a natureza, tínhamos tempo para olhar, apreciar, ouvir, tempo para sentir! O que estamos fazendo com nossas crianças, com nossos jovens?

Hoje fala-se muito da pedagogia do afeto, pedagogia da sensibilidade, dos diferentes tipos de inteligências, da inteligência emocional, da importância da imaginação, da sensibilidade e da dimensão sonhadora da natureza humana tão esquecida na atualidade!
Será que o educador está cumprindo o seu papel de manter viva a capacidade de sonhar de seus alunos?
Sonhar é uma arte, e não podemos deixar extinguir nossos sonhos!
São os sonhos que movem o mundo e cada um de nós é do tamanho dos nossos sonhos” (César Souza). Nos seus livros esse inspirado escritor diz “O maior pesadelo é perder a capacidade de sonhar. É não ter mais sonhos!”
Sabemos que o sonho é o motor do mundo e nós educadores não podemos deixá-lo morrer!

As grandes descobertas, os grandes projetos nasceram de sonhos de alguns homens que além de sonhar puseram-se em ação para que acontecessem.

A escola deveria ser incentivadora da participação ativa da criança! Ensiná-la a ouvir, a ver com os olhos da beleza, a sentir o tato, a expressar-se! Serem introduzidas no mundo da poesia, da literatura e das artes!
Não adianta acumular os cérebros jovens com conhecimentos inúteis, tornando a educação escolar um verdadeiro pesadelo nas suas vidas em crescimento!
A felicidade deveria ser o objetivo primordial da educação, dizem os grandes pedagogos, e ao lermos o saudoso Edgard Willems lembramos suas sábias lições de fazer da aula de música momentos de prazer, de vida, momentos de beleza!”
Através da experiência musical temos a oportunidade de expressar o nosso potencial, de dentro para fora, despertando a nossa sensibilidade, trabalhando e harmonizando as nossas emoções!
Quais deveriam ser os valores mais importantes na educação?
Seriam viver a experiência da bondade, do amor, da solidariedade, da gratidão, da alegria, da beleza, da ética?
Isso, com certeza, nenhuma escola que objetiva o vestibular, o conhecimento, o mercado de trabalho propicia à seus alunos!
Os pais e os professores devem ser sensíveis às aspirações das crianças cuidadosos aos seus medos, atentos à sua auto - estima, à sua postura com seus colegas e serem capazes de perceber se eles estão felizes!
Sim, a felicidade é fundamental e é o maior objetivo da educação!
Sejamos verdadeiros educadores, permitindo que nossos sonhos aconteçam, estimulando as aspirações dos nossos alunos, tornando-os mais sensíveis, saudáveis e mais felizes!
Acredite, creia, aja! Só assim, cada um de nós poderá criar a sua história pessoal de vida!

                                                                                    Carmem Mettig Rocha


SUGESTÕES PARA LEITURA:

César Souza - Você é do tamanho do seu sonho (Editora Gente)

Eileen Caddy - Abrindo portas interiores (Editora Triom)

Gabriel Chalita - Pedagogia do amor (Editora Gente)

Rubem Alves - Educação dos sentidos (Editora Verus)

                       A música da natureza ( Editora Papirus)

Augusto Cury - Pais brilhantes, professores fascinantes ( Editora Sextante )

Daniel C. Luz - Insight (DVS Editora)

Rhonda Byrne - O segredo (Editora Ediouro)

XVII ENCONTRO DE VIVÊNCIAS MUSICAIS/ APEMBA
Método Willems – Profª Carmem Mettig
24 a 29 de setembro de 2007 em Salvador