sexta-feira, 29 de março de 2013

BOLO DA AMIZADE

Após 60 horas de cantoterapia nos reunimos para o adeus e adaptei as qualidades de cada aluno a uma receita de bolo, o que não é novidade mas mesmo assim resolvi compartilhar aqui com vocês.

Nesse período que passei como facilitadora no curso de musicoterapia  em Atlanta-GA-EUA, aprendi muito e pude mais uma vez vivenciar o inacreditável poder da música na vida do ser humano.

Segue o link do vídeo no youtube:

                                  http://youtu.be/WbJnKCOjCUU


terça-feira, 26 de março de 2013

PEDAGOGIA WILLEMS - A AUDIÇÃO

                                        26 de março de 2013 - Vitória da Conquista-Ba

A AUDIÇÃO:


Para Edgard Willems, o ouvido musical perfeito comporta:

_Uma sensorialidade + desenvolvida

_Uma afetividade + consciente

_Uma inteligência + completa

Somente englobando o rítmo, o ouvido, a sensibilidade e a inteligência musical num só conceito é que podemos dizer que o aluno é "dotado".
Confundir a musicalidade com um bom ouvido musical é um erro!
O aluno pode ter uma boa memória rítmica, ter audição absoluta, e assim mesmo, ter dificuldades em reter sons sucessivos de uma melodia ou de um acorde sem o apoio dos nomes das notas, o que não deveria acontecer!
Willems admite que o "dom musical" só pode ser exercitado e desenvolvido graças ao trabalho da audição que se apresenta em diferentes domínios.

_Sensorialidade auditiva (ato de ouvir)
_Sensibilidade afetiva (ato de escutar)
_Inteligência auditiva (ato de entender)

                                                                     

Com a democratização do ensino musical nas escolas, os professores se viram diante de alunos poucos ou não dotados e isso foi uma oportunidade para Willems trabalhar casos mais específicos e difíceis que muito o ajudou na sua pesquisa pedagógica.
Vários alunos apresentavam problemas com o rítmo, uma audição deficiente, problemas de entoação, num ensino predominantemente cerebral e assim, Willems foi buscar solução no trabalho prático.

Enfatizou as bases materiais da educação musical, utilizando um variado material sonoro, conseguindo obter uma base experimental concreta.

Enfatizou os dados psicológicos relacionando os elementos da música aos elementos da natureza humana, unindo a música à própria vida.

A cultura auditiva, além de ser um dos fatores mais importantes da musicalidade, é também um elemento imprescindível para o bom desempenho instrumental.

Na página 15 do livro "Oreille Musical", Willems mostra o desenvolvimento do trabalho auditivo, embasado na psicologia, atendendo ao desenvolvimento progressivo da criança.

1. Desenvolvimento sensorial com material didático.
2. Estudo auditivo das escalas ( vista como conjunto de relações sonoras de intervalos)
3. Trabalho com espaço intratonal
4. Estudo dos intervalos melódicos e harmônicos no triplo aspecto (sensorial, afetivo e mental)

É importante que o professor não confunda o ensino musical com o estudo do conhecimento musical, pois nesse caso se trabalha apenas a inteligência, sem levar em conta a sensorialidade e a sensibilidade.

Crê Willems que na mão de um professor competente o aluno pode fazer progresso; este pedagogo deverá "conseguir unir a técnica à arte, a sensibilidade ao conhecimento e a virtuosidade ao dom do ensino"!

A responsabilidade do pedagogo é ao mesmo tempo séria, bonita e humana; lembra-nos Willems, que a Arte é uma ação humana, que significa sobretudo AÇÃO + AMOR À BELEZA.

Educação musical é AÇÃO + AMOR À BELEZA e não ensinamento.

O papel do professor é compartilhar esta rica experiência com seus alunos, entrar no domínio da sensibilidade, (centro do trabalho) ao lado dos outros aspectos físico e cognitivo.

O método Willems realmente é uma pedagogia que leva o professor a criar através das diversas qualidades do som, do dinamismo do rítmo, da melodia, do canto, das canções, das harmonias e dos movimentos corporais, momentos de vida, momento em que todas as qualidades, tanto do professor quanto do aluno são realmente  solicitadas, expressas, compartilhadas e humanizadas.

Estou convencida nesse momento, que o maior desafio que nos espera, é a preparação do professor, que ele possa compreender os princípios e fundamentos da educação musical, alimentar sua sensibilidade e sua consciência.
Ao lado disso tudo, buscar o seu entusiasmo, mola propulsora para o sucesso no trabalho, conseguindo assim, despertar no aluno o amor pela música.
(Extraído da apostilha PEDAGOGIA MUSICAL WILLEMS de Carmem Mettig Rocha do XX Encontro de vivências musicais/ Salvador-Ba, setembro de 2010)

quinta-feira, 14 de março de 2013

ALTURA DO SOM

GRAVE E AGUDO


ALTURA:
 
Característica que permite distinguir um som agudo ou alto de um som grave ou baixo.
Esta característica está relacionada com o número de vibrações em cada unidade de tempo, isto é, com a frequência de vibração das ondas sonoras.
Assim:
        - quanto maior for a frequência da onda sonora, mais agudo ou alto será o som;
        - quanto menor for a frequência da onda sonora, mais grave ou baixo será o som.

Segundo a wikipédia:

Um som dito agudo é um som de alta freqüência da audição humana. Geralmente sons acima de 5 kHz são considerados agudos.Sua propagação, tende a ser mais direcional, devido ao curto e grande comprimento de onda, diferente dos sons Graves, que tendem a se propagar omnidirecionalmente.A frequência de um som agudo depende de quantidade de hertz mais altas, por exemplo o som agudo na audição humana começa com aproximadamente 4 khz (kilohertz). Exemplos:
  • Apito de guarda
  • Buzina de um veículo próximo ao referencial


Um som dito grave é um som de baixa frequência da audição humana. Geralmente sons abaixo de 300Hz são considerados graves. Na musica eletrônica graves não são audíveis por nós, ele é sentido através do balanço do alto-falante, já o médio grave é audível por nós mas não é o verdadeiro "grave". Como posto acima graves são sons abaixo de 300Hz onde Hertz é a medida de ciclos por segundo, exemplo, uma lâmpada atua a 60 Hz, ela tem uma "frequência" de 60 ciclos por segundo, nas ondas sonoras, quanto maior a frequencia (Hz) mais agudo fica o som. Ondas abaixo de 300 Hz.


                                                              SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

01. Escolha garrafas de vidro, iguais, limpas e as encha de água, em quantidades diferentes. Arrumadas uma ao lado da outra toque nelas com algum objeto metálico como uma colher, por exemplo. Peça aos alunos para ouvirem, avaliarem o som e discutirem.

02.Com os alunos de olhos fechados, o professor tocará em diferentes garrafas, dois ou tres sons e pede para falarem o que ouviram. Exemplo: grave, grave e agudo... agudo, agudo e grave... grave, agudo e grave... O professor pode tocar mais e mais sons conforme a habilidade de audição da classe

03.O professor mistura as garrafas e um aluno com os olhos vendados faz a ordenação do som a partir da que produz o som mais agudo para o mais grave ou conforme solicitação do professor pode ser da garrafa que produz um som  mais grave para o mais agudo.

Chegaremos a conclusão que a garrafa mais vazia tem um som mais agudo e a garrafa mais cheia tem um som mais grave.

04.Os alunos podem fazer a catalogação dos instrumentos graves e agudos que eles conhecem, convencionais e não convencionais como a garrafa de vidro, copos de cristal, pauzinhos e reco reco de garrafa pet.

Quem tiver mais sugestões para essa atividade manda aqui pro Blog.

Aproveitem!! Grande abraço!!

Cláudia Cavalcante Fonseca

   

quarta-feira, 13 de março de 2013

DIÁLOGO RÍTMICO

Essa atividade tem o objetivo de trabalhar a coordenação rítmica e a interatividade com o colega.

Em roda, o grupo marca a pulsação com os pés ou mãos enquanto fica uma pessoa no meio fazendo o mesmo. Depois de alguns segundos o que está no meio procura alguém da roda para iniciar um diálogo rítmico com os pés, mãos ou com o que ele  quiser utilizar no corpo.

Anteriormente o professor pode dizer se ele deseja que seja somente pergunta e resposta sem marcação rítmica ou se é com  pergunta e resposta com pulsação definida. 
A pessoa que estava na roda passa a ser a do meio em busca de outro para fazer novo diálogo rítmico.
O interessante é definir a pulsação e não deixar ficar fora do compasso.


Cláudia Cavalcante


terça-feira, 5 de março de 2013

MORTO E VIVO MUSICAL

MORTO E VIVO 
GRAVE E AGUDO
05-03-2013

Essa é uma das brincadeiras que nos divertíamos muito quando pequenos: o morto e vivo ou também chamado anão e gigante.Nessa época não havia Iphones, Ipads so existia ai q dor quando a gente caia e ralava o joelho brincando de correr, a propósito, tonga era o nome que chamávamos a essa brincadeira  mas isso foi a muito tempo atrás: vamos brincar de tonga? Hoje é: vamos brincar de pega pega. de pique esconde...se é que ainda existe isso porque infelizmente a brincadeira atual e preferida de muitas crianças a partir de 8 anos (pasmem!!) é facebook, twitter, vídeo games e por aí vai!!




Bom... voltando para o Anão e gigante, o professor pode utilizar duas alturas distintas do som na flauta de êmbolo ou em qualquer outro instrumento que possua alturas diferenciadas.


Quando o som sobe os alunos ficam de pé, quando o som desce os alunos sentam. Quando alguém erra pode se sentar e depois pagar uma prenda musical.  As crianças e os adolescentes amam essa atividade que além de divertida trabalha a noção de altura e desenvolve a atenção.

Altura é uma das características do som. Ela nos permite distinguir um som agudo de um som grave. A frequência de um som grave é a mais baixo do que de um som agudo. A voz feminina naturalmente é mais aguda do que a voz grave do homem. Temos em nossa paisagem sonora muitos sons que podemos enumerar com os nossos alunos com a classificação graves e agudos e aí já resulta em outra  atividade muito interessante.

Encontrei no youtube alguns bons vídeos que podemos somar a essa atividade. Os links estão postados abaixo.

Mãos na massa! Ou melhor: Ouvidos atentos e bom trabalho!!

Cláudia Cavalcante

http://youtu.be/Ky8OxbVESjY Esse é excelente para crianças menores porque é um cartoon.

http://youtu.be/8jFAD4bvS9I - Esse é para a faixa etária de adolescentes em diante.

http://youtu.be/vKbEEOS1L-c Nesse vídeo mostra uma atividade onde as crianças caminham ao som do pandeiro (grave) e quando ouvem o som da flauta (agudo) sobem na mesa lado a lado com os bracinhos para cima.