segunda-feira, 9 de março de 2015

ESTATUTO DE ASSOCIAÇÃO DE REGENTES DE COROS (modelo)



                       ESTATUTO DE ASSOCIAÇÃO DE REGENTES DE COROS (modelo)

                                                                   TÍTULO I

CAPÍTULO I

Das Denominações, Fins, Sede e Tempo de Duração


Artigo 1º Denomina-se Associação de Regentes de Coros, a entidade de direito privado, sem fins lucrativos, de caráter cultural e educacional.

Parágrafo 1º O prazo de duração da associação é indeterminado.

Artigo 2º A Associação tem por objetivos:

I - Fomentar e promover o desenvolvimento artístico e musical de seus membros.

II - Fomentar e promover a prática do canto coral visando o incremento da qualidade das experiências artísticas e culturais de seus participantes.

III - Fomentar e encorajar técnicas de ensaio que levem à aquisição do mais alto nível de musicalidade e execução artística.

IV - Fomentar e promover a organização e desenvolvimento de grupos corais de todos os tipos em escolas, universidades, entidades religiosas, empresas e outros organismos.

V - Fomentar e promover a organização e desenvolvimento de sociedades corais em cidades e comunidades.

VI - Fomentar e promover a compreensão da música coral como meio importante de expressão artística no contexto atual.

VII - Fomentar e promover pesquisas significativas na área do canto coral.

VIII - Fomentar e encorajar a composição de obras corais.

IX - Cooperar com todas as organizações idênticas ao desenvolvimento da cultura musical no Brasil.

X - Fomentar e promover programas de intercâmbio nacional e internacional de regentes, compositores e grupos corais.

XI - Disseminar informações referentes À atividade profissional dos regentes e à música coral.

XII - Lutar pela inclusão e manutenção do canto coral no currículo escolar em todos os níveis e séries como atividade fundamental para o desenvolvimento do ser humano.

XIII - Desenvolver atividades de cunho social.

XIV - Estimular atividades que valorizem, promovam e divulguem a produção cultural brasileira.



CAPÍTULO II   -   Dos membros

Artigo 3º Os membros serão classificados nas seguintes categorias:

Fundadores - todos os signatários da Ata da fundação da Associação;

Ativos - Qualquer pessoa que atue ou tenha atuado como regente de coro em tempo parcial ou integral.

Institucionais - ´Todos os órgãos e entidades relacionados ao canto coral.

Contribuintes - Qualquer pessoa física ou jurídica que contribua financeiramente com a Associação durante determinado período;

Honorários - Pessoas que tenham contribuído de forma relevante para a música coral e para a profissão de regência coral;

Estudantes - Qualquer estudante de cursos relacionados com a área de música.


Parágrafo 1º Os critérios para admissibilidade e permanência de membros, a definição de seus direitos e deveres e o estabelecimento de quotas de contribuição serão descritos no regimento interno.

Parágrafo 2º Somente poderão usufruir os direitos definidos no Regimento Interno os membros que estiverem em dia com suas obrigações sociais. Em casos de inadimplência e em situações definidas pelo regimento, o membro poderá ser desligado da Associação.

CAPÍTULO III

                                                     Dos direitos e deveres

Artigo 4º São direitos dos membros associados:

I - Requerer e propor medidas visando a proteção de direitos, a defesa de interesses e a solução de problemas pertinentes aos objetivos da Associação supracitados no Art. 2º;

II - Participar das atividades da Associação;

III - Dar vistas da gestão financeira e requerer perícia ao Conselho Fiscal;

IV - Receber gratuitamente materiais da associação;

V - Representar contra qualquer pessoa ou ato da Diretoria Executiva que lhe for prejudicial, recorrendo, por escrito, ao conselho de Representantes.

Parágrafo único: Somente poderão usufruir dos direitos definidos no presente Estatuto e no Regimento interno os membros que estiverem em dia com suas obrigações sociais. Em caso de inadimplência e em situações definidas pelo Regimento interno o membro poderá ser desligado da Associação.

Artigo 5º  São deveres dos membros associados:

I     Promover o bom relacionamento entre os regentes e zelar pelo bom nome da Associação;
II   Pagar, pontualmente as contribuições sociais ou outro compromisso financeiro aprovado pela Assembléia Geral;
III   Comunicar, por escrito e em qualquer momento, à Associação, alterações de seus dados cadastrais;
IV   Manter atualizado o cadastro do(s) coro(s) que está (ão) sob sua direção;
V    Participar das assembleias gerais da Associação;
VI   Acatar as decisões deliberadas em Assembleias Gerais ou tomadas pela Diretoria Executiva;
VII  Dar ciência das comunicações da Associação aos integrantes de seus coros;
VIII Cumprir os preceitos emanados do presente estatuto.

                                                            TÍTULO II

CAPÍTULO I
Estrutura organizacional

Artigo 6º A Associação terá a seguinte estrutura

I    Assembleia Geral constituída por todos os membros ativos;
II   Diretoria Executiva que se constituirá de: Presidente, Vice-presidente, 1º secretário, 2º secretário, 1º tesoureiro e 2º tesoureiro.
III  Conselho de Representantes formado por 2 membros efetivos e 1 suplente por região geográfica
IV  Conselho fiscal formado por tres membros efetivos e tres suplentes
V    Conselho editorial formado por pelo menos tres membros ativos;
VI   Conselho de assessoramento, formado pelos ex-presidentes da Associação.

CAPÍTULO II
Das atribuições

Artigo 7º A assembléia Geral é o órgão soberano da Associação e a ela compete:

I    Eleger a diretoria executiva, o conselho de representantes e o conselho fiscal;
II   Deliberar sobre assuntos de interesse da associação;
III  Aprovar os relatórios da diretoria executiva.


   


                                 





          
                                             

sexta-feira, 6 de março de 2015

AS DIFERENTES ETAPAS DA PEDAGOGIA WILLEMS - INICIAÇÃO MUSICAL I


TRABALHO GLOBAL SINCRÉTICO


DESENVOLVIMENTO DA AUDIÇÃO: (Com um vasto material sonoro) no seu triplo aspecto: Sensorial, afetivo e mental.

_Material sonoro - Ouvir e reconhecer, emparelhar, classificar e ordenar

_ Cartões postais musicais
_ Caixinhas de música, forminhas, apitos, copinhos, etc.
_ Sinos de natureza diferente e altura diferente
_ Sinos da mesma natureza e altura diferente
_ Sinos para ordenar
_  Sinos para casar os pares
_ Sinos com diferenciação mínima de altura
_ Flauta de êmbolo, flauta de pam, sirene
_ Metalofones diatônicos
_ Metalofones de 1/4 de tom
_ Carrilhão intratonal
_ Instrumentos melódicos: Metalofones, xilofones, teclados, melódicas, piano, etc.

O MOVIMENTO SONORO: Ascendência e descendência do som ( com as mãos, a voz, apitolino, flauta de êmbolo, glissandos).

_ Desenvolvimento da vida rítmica:

_ Batimentos expontâneos
_ Batimentos regulares utilizando lenga lengas, ditos populares, etc.
_ A imitação rítmica
_ Batimentos com contagem, batimentos com intensidades diferentes
_ A pergunta e resposta
_ Repetição de rítmos com dificuldades progressivas
_ A métrica
_As 4 modalidades rítmicas da canção: tempo, rítmo, unidade maior (unidade de compasso), divisão do tempo e subdivisão (quando possível)
_ Polirritimia
_ A improvisação rítmica

Obs.: Utilização: Palmas, copos, baldes, forminhas, instrumentos de percussão: (clavas, panderetas, triângulo, chocalho, caxixi, tambores, etc.).

A CANÇÃO:  (Repertório com finalidades pedagógicas diferenciadas)

_Para o nome das notas
_Para conhecimento dos intervalos
_Para trabalhar as modalidades rítmicas
_Para movimento do corpo
_Para instrumentação

OS MOVIMENTOS BÁSICOS DA LOCOMOÇÃO (andar, correr, saltitar, balançar e galopar)



 FONTE: Apostila do Encontro de vivências musicais por Carmem Mettig.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

EDGARD WILLEMS - FORMAS DE SE TRABALHAR A CANÇÃO





a) O professor canta a melodia com o texto para os alunos escutarem.
b) O professor canta frase por frase e os alunos repetem.
c) Cantam a melodia em la la la a partir da tonalidade dada através de uma cadência.
d) Cantam a melodia marcando os tempos, o rítmo da canção, o primeiro tempo, eventualmente a divisão e subdivisão do tempo.
e) Pode-se cantar em grupos, cada um cantando uma frase da canção.
f) Cantam uma frase e silenciam na outra, exercitando a audição interior.
g) Cantam a música andando os tempos ou batendo o rítmo, ou mesmo andando e batendo os tempos da melodia
h) Cantam em direções diferentes para cada frase da canção.
i) Cantam a melodia, realizando um ostinato rítmico, dado pelo professor ou inventado pelo aluno
j) Utilizam o metalofone para tocar sequências de notas que aparecem na canção ( cançõe com nomes de notas).
k) Utilizam movimentos corporais sugeridos pelo texto.
l)Exercitam a dinâmica.
l) Utilizam instrumentos percussivos para acompanhar a canção.

Como podemos perceber, as possibilidades são inúmeras e o professor poderá enriquecer com uma contribuição pessoal, compondo pequenas canções pedagógicas para o seu trabalho cotidiano com as crianças.


Insistimos na necessidade de unir continuamente o ritmo à vida. Mesmo em rítmo medido, regular, não deve ser encarado como um movimento mecânico, matemático, ou como uma realização de um conceito, mas sim como um movimento natural, vivo. Edgard Willems.


Referências:

WILLEMS, Edgard. Bases psicológicas da Educação Musical. Bienne (Suiça): Edições Pro-Musica. (1970)

METTIG, Carmem - Apostilas do Encontro de vivências Musicais - APEMBA



sábado, 24 de janeiro de 2015

A CANÇÃO





É inegável o valor da canção na iniciação musical das crianças, não só pelo seu aspecto sintético, globalizador, mas também pelo seu poder de despertar a sensibilidade afetiva.
Embora atualmente na pedagogia contemporânea a melodia sofra uma depreciação em favor de outros parâmetros da música, Willems considera a canção o centro do trabalho da educação musical, ela engloba ao mesmo tempo o rítmo, a melodia e introduz de modo inconsciente seu conteúdo harmônico.
Existe diversos tipos de canção e o professor deve ser cuidadoso na escolha do repertório para que se cumpra os objetivos pedagógicos que se tem em vista para cada aula.
Sem esquecer o aspecto fundamental que é a beleza da melodia, o professor poderá escolher canções populares tradicionais, canções de duas a cinco notas, canções preparatórias para a iniciação ao piano, canções para movimento corporal, canções para um trabalho rítmico, canções com nomes de notas, escala, intervalos, modo maior e menor, etc.
Embora trabalhando canções simples (linha melódica clara, intervalos naturais fáceis) o professor não deve esquecer o aspecto artístico, que vai influir diretamente no desenvolvimento da sensibilidade musical.
O acompanhamento também deve ser simples para que desperte na criança o valor das funções tonais, enfim, o ouvido harmônico.
Percebemos que a maioria de nossas crianças cantam com ''voz de garganta'' fato comum nas escolas, decorrentes do hábito de falar gritando contribuindo para aquisição de uma voz forçada, feia e áspera.
Cabe ao professor obter do aluno uma postura correta ao sentar, pedindo-lhe que cante suavemente com a voz mais linda e doce que puder.
O professor sempre será um modelo para a criança e por isso deve ter o cuidado de cantar melodiosamente, obedecendo o sentido da frase, realizando o canto de uma forma agradável e bonita.
A afinação é um ponto importante no trabalho da iniciação musical e Willems lembra que ela reside na sensibilidade afetiva e não na perfeição vocal como muitos pensam; a afinação está diretamente ligada a faculdade de ouvir, de escutar e sentir a justeza dos anos, daí a validade do trabalho de desenvolvimento auditivo.

Referências:

WILLEMS, Edgard. Bases psicológicas da Educação Musical. Bienne (Suiça): Edições Pro-Musica. (1970)
METTIG, Carmem - Apostilas do Encontro de vivências Musicais - APEMBA

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

EDGARD WILLEMS - resumindo




_O professor deverá amar a criança e a música;

_Deverá acreditar no poder da educação musical como fonte de enriquecimento artístico e sobretudo humano;

_Deverá conhecer os princípios, saber o que quer fazer e como deverá fazê-lo;

_Deverá realizar um trabalho vivo, ordenado, partindo da prática para a teoria e não vice-versa;

_Deverá utilizar somente os elementos da própria música - elementos de infinita riqueza e suficiente para o trabalho efetivo de educação musical;

_As aulas deverão ser vivas, dinâmicas, colaborando para despertar as forças vitais da criança.

Trabalhando cuidadosamente todos os aspectos citados (trabalho auditivo, trabalho rítmico, canções, movimentos corporais, vocabulário musical, sem esquecer os exercícios de ordenação do som, dos nomes das notas), o professor conseguirá levar o aluno de forma efetiva ao instrumento e ao estudo do solfejo, sem dificuldades.

É partindo da vida que o professor alcançará êxito no seu trabalho e fará das aulas de iniciação musical uma fonte inesgotável de prazer não só para a criança mas também para si mesmo.

           

                ''A melodia sempre foi e sempre será o elemento mais característico da Música ''.


Referências:

WILLEMS, Edgard. Bases psicológicas da Educação Musical. Bienne (Suiça): Edições Pro-Musica. (1970)
METTIG, Carmem - Apostilas do Encontro de vivências Musicais - APEMBA

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

EDGARD WILLEMS - A AULA DE INICIAÇÃO MUSICAL


Considerando a música como a arte por excelência para propiciar a educação global da criança, Willems valoriza, como já foi dito anteriormente, a adoção de princípios que deverão nortear e manter-se válidos do início até o fim do trabalho musical.
Aponta ele como principal objetivo do educador, despertar a vida nas crianças facilitando a sua espontaneidade e sua expressão pessoal para que a música realize realmente o desenvolvimento efetivo da personalidade infantil.
Defende ele o trabalho com grupos pequenos para que se possa dar uma atenção mais cuidadosa a cada criança, devendo o professor entretanto se adaptar criativamente às condições de trabalho que surgirem.
No plano de trabalho do seu caderno número 0, Willems apresenta os diversos conteúdos que devem ser trabalhados nas aulas de iniciação musical.

A canção, como centro do trabalho, é o elemento mais eficaz para despertar a vida afetiva. O professor deve selecionar as canções, observando o objetivo que tem em vista (canções de duas a cinco notas, canções de intervalos, canções com nomes de notas, canções para trabalhar o movimento).

O desenvolvimento auditivo - com o objetivo de educar o ouvido musical no seu triplo aspecto: sensorial, afetivo e mental.

Na primeira etapa utiliza um vasto material sonoro incentivando a criança a ouvir, reconhecer e reproduzir. Mais tarde utiliza o emparceiramento (colocar aos pares) a classificação e a ordenação dos sons ( próprios para aulas individuais ou grupos pequenos.)
O sentido de subida e descida dos sons e a diferenciação da altura do som (grave e agudo) são bastante excitados facilitando posteriormente a leitura e a grafia musical.

No que se refere a vida rítmica, lembra Willems, que os exercícios devem ser de ordem estritamente musical, com o objetivo de despertar e desenvolver o sentido rítmico (instinto e consciência) enriquecendo desta forma a imaginação motriz, dinâmica, chave da vida rítmica interior. Somente depois de vivenciar o rítmo e de despertar o sentido de tempo é que poderá se passar para a fase da consciência rítmica que será efetuada através dos compassos.

Importante também é se realizar os Movimentos Naturais do Corpo, (andar, correr, saltitar, galopar, os balanceios) exercícios muito bem aceitos pelas crianças; a marcha, expressando os diferentes andamentos será trabalhada não só no seu aspecto quantitativo mas sobretudo no seu valor qualitativo.

O método willems enfatiza bastante a INVENÇÃO de uma forma natural, sempre com o cuidado de que se evite qualquer atitude cerebral em substituição a manifestação espontânea da criança. Emprega um vocabulário musical, sem teoria, familiarizando a criança desde cedo com os elementos vivenciados (rítmo, som, intervalo, andamento, escala, acorde) etc.


Referências bibliográficas:

WILLEMS, Edgard. Bases Psicológicas da Educação

Apostilas elaboradas por Carmem Mettig - Encontro de vivências musicais -APEMBA - Salvador- Ba






Referências:

WILLEMS, Edgard. Bases psicológicas da Educação Musical. Bienne (Suiça): Edições Pro-Musica. (1970)
METTIG, Carmem - Apostilas do Encontro de vivências Musicais - APEMBA




sábado, 17 de janeiro de 2015

CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS DO MÉTODO WILLEMS





Parte o método de bases filosóficas e psicológicas que estabelece:

_Ligação entre a música, o ser humano e o cosmos.

_Segue ordens naturais e hierárquicas.

_Baseia-se na natureza íntima dos elementos essenciais da música e não só dos seus aspectos exteriores.

_Segue uma ordem de desenvolvimento semelhante ao da aquisição da língua materna.

_A Educação no método Willems é acessível a todos, dotados ou não. Graças as suas bases ordenadas e vivas, assegura o desenvolvimento do ouvido, do sentido rítmico, preparando a prática do solfejo, instrumento ou qualquer disciplina musical.

_Esta educação permite influenciar favoravelmente a Educação das crianças atrasadas ou deficientes.

_Sob o ponto de vista pedagógico esta educação inspira-se no método global ao que diz respeito a vida. E no analítico para tomada de consciência.

_Empregam-se processos naturais e vivos que vão do concreto sonoro ao abstrato, favorecendo a passagem homogênea do instinto à consciência e da consciência ao automatismo.

_Exclui qualquer meio extra - musical, quer como base, quer como ponto de partida.

_Utiliza na prática e conscientemente elementos inspirados só na música.

a) Material auditivo variado.
b) Batimentos para o desenvolvimento da audiomotricidade, instinto rítmico, bases da métrica viva.
c) Canções escolhidas com objetivos pedagógicos em vista do desenvolvimento da sensibilidade e da prática do solfejo e do instrumento.
d) Vocabulário de termos musicais sem teoria.
e) Baseia-se na escala diatônica. Utiliza 3 símbolos:

01. Nome das notas (do, re, mi, etc)

02. Algarismos Romanos para os graus (quantitativo) I, II, III etc.

03. Algarismos Arábicos ordinais para os intervalos (qualitativo) primeira, segunda, terceira, etc.

_A marcação do compasso é praticada de uma maneira natural, mas metódica, respeitando a natureza pendular do compasso de 2 a 4 tempos e a natureza rotativa dos 3 tempos.

_Movimentos corporais naturais: andar, correr, saltar, galopes, etc., partindo da própria música e tendo por finalidade o desenvolvimento do mínimo de corporalidade e do máximo de sentido de tempo.
Primeiro é o rítmo físico e plástico.
Segundo é o rítmo expressivo.

As lições de solfejo, visando:

_O desenvolvimento auditivo ( sensorial, afetivo e mental)
_As canções de intervalo
_A leitura por relatividade antes da leitura absoluta (nas claves).
_O ditado baseado na memória musical, na audição interior, no automatismo do nome das notas e no conhecimento dos valores métricos.
_A improvisação rítmica e melódica.

Não confundir o conhecimento intelectual teórico com a verdadeira audição interior, aspecto imprescindível para toda a vida musical do aluno.
Aconselha Willems o mínimo de teoria para o máximo de prática interiorizada, obedecendo a ordem natural:

1. Viver os fenômenos musicais.
2. Senti-los sensorialmente e afetivamente
3. Saber o que vive e mais tarde viver conscientemente.

As lições instrumentais baseiam-se nos mesmos princípios: música antes do instrumento, vida antes da perfeição.


''Quando fazemos uma coisa, mesmo que pequena, a gente deve fazer bem, bonito e verdadeiro''. Edgard Willems




Referências:

WILLEMS, Edgard. Bases psicológicas da Educação Musical. Bienne (Suiça): Edições Pro-Musica. (1970)
METTIG, Carmem - Apostilas do Encontro de vivências Musicais - APEMBA

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

MÉTODO WILLEMS




O QUE É O MÉTODO WILLEMS?


É um método ativo de educação musical que tem como princípios básicos:

01. As relações psicológicas estabelecidas entre a música e o ser humano.

02. Não utilizar recursos extra-musicais no ensino musical.

03. Enfatizar a necessidade do trabalho prático antes do ensino musical propriamente dito.

O importante  para Willems é seguir princípios, pois esses são imutáveis do começo ao fim do trabalho. O pedagogo, diz ele, ''poderá adaptar o ensino ao seu próprio temperamento, às suas possibilidades, desde que sua metodologia parta de elementos de vida, pois somente através da utilização das verdadeiras forças vitais, a música poderá favorecer o despertar das faculdades humanas.'' 

Para Willems, os elementos conctitutivos de música, RÍTMO, MELODIA E HARMONIA não são apenas elementos físicos mas sim elementos de vida de ordem fisiológica, afetiva e mental.

Sempre nos deparamos com esses dois elementos que se interpenetram e se apresentam em proporções variadas.

Para facilitar a compreensão Willems apresenta o seguinte esquema:

                                                    SER HUMANO:

       desconhecido das                                            desconhecido das
          leis materiais                                                 leis espirituais


       polo material                          MÚSICA              polo espiritual



     desconhecido das                                                desconhecido das
     leis do som                                                           leis artísticas


Com esse esquema Willems admite a existência dos dois polos que sempre nos levam ao desconhecido, a uma mesma unidade.
O polo material mostra ao homem, um mundo intraatômico ainda não totalmente explorado.
O polo espiritual também aponta um caminho ilimitado de possibilidades do ser humano.
Esses dois polos nos levam, entretanto, ao mesmo TODO comprovando assim que a vida é UNA e nós somos consciência parcial deste TODO.
Embora a música utilize a matéria, ela não é somente matéria, ela tem um sentimento de elevação espiritual, daí dizer Willems ser a música uma linguagem supra mente.
Entre o polo material e espiritual situa-se o ser humano e sua inserção com a música é esclarecida no próximo esquema:

                                                             VIDA HUMANA

MATÉRIA: Vida fisiológica - vida afetiva - vida mental : ESPÍRITO

SOM:  vida rítmica - vida melódica - vida harmônica - ARTE

O rítmo realizado por funções fisiológicas.
A melodia pela sensibilidade afetiva 
A harmonia pelas funções intelectuais, mentais.

Claro que a música exprime a arte com sua sensibilidade artística global, mas Willems salienta que cada um desses elementos possui os aspectos fisiológicos afetivo e mental com predominância de um deles.

RÍTMO:    Aspecto físico           -        instinto rítmico

                Aspecto afetivo         -        (sentido plástico do rítmo) que nos fornece
                                                           diferentes caracteres
                Aspecto mental         -        escrita (rítmica)


MELODIA: Aspecto físico           -        (os sons)

                  Aspecto afetivo          -        (relações intervalares, melodia)

                  Aspecto mental          -        (nome das notas, leitura e escrita)

HARMONIA:  Aspecto físico         -        (os sons do acorde)

                      Aspecto afetivo       -        (os intervalos, relações sonoras)

                      Aspecto mental       -        (acordes, funções harmônicas)

Tudo isso nos faz perceber a unidade da música e a riqueza de cada um dos seus elementos.

Willems lembra que ao se encarar a Música na sua dimensão humana, faz-se necessário que o professor tenha conhecimento da relatividade do triplo aspecto desses elementos. Admite ele uma ordenação hierárquica, não só em relação aos elementos constitutivos da música, mas também em relação ao Cosmos e aos elementos da natureza humana.

A melodia é mais que o rítmo pois ela o contém e a harmonia contém os dois elementos anteriores.
A melodia é o princípio da união entre o rítmo e a harmonia e dá a música seu caráter humano daí ser a melodia o centro da música.

Embora exista uma ordem hierárquica, Willems, lembra que não devemos estabelecer que a vida é uma totalidade e os princípios da música estão dentro do ser humano: consequentemente, enquanto o ser humano evoluir, a música também evoluirá com ele, daí a importância do papel do educador.

O prof. Willems faz questão de dizer que seu método não partiu da Filosofia, da Psicologia, de teorias ou outra coisa qualquer. veio da experiência viva com as crianças;  do terreno virgem que as crianças oferecem, da vida real.

                      Citações de EDGAR WILLEMS:

Nós músicos devemos fazer música pela vida interior e não pelo intelecto.

O professor deve conhecer os princípios para poder ordenar o trabalho.

Devemos utilizar a música para um desenvolvimento interior.

O educador deve ir aos fundamentos, às bases, não adianta crescer exteriormente, mas solidificar as bases, mesmo como o jardineiro que se preocupe antes com o solo e somente depois com as flores.

O importante não é o método mas ter método; quando utilizado de maneira progressiva não apresenta dificuldades.

O método é ativo, deve se partir da vida para a teoria e não o contrário. A técnica vem da vida e a vida vem antes da consciência, vem antes da perfeição.

Aprende-se a fazer fazendo e por isso devemos falar o menos possível pois a explicação é um processo intelectual.

Na iniciação musical só se trabalha com o sensorial e afetivo, o aspecto cerebral vem depois, no ensino do solfejo.

A vida é global e a tomada da consciência é um processo analítico.

Na iniciação deve-se estruturar o concreto; só no estudo do solfejo é que se vai a um mundo novo - o abstrato.

Não devemos fazer um ensino e sim dar enturiasmo, pois entusiasmo é vida.

O professor deve comandar e não explicar o que se faz.

Não se deve pedir ao aluno aquilo que ele não é capaz de fazer.

Na educação musical não é importante o resultado imadiato mas a função.

A criança não se faz adulta sozinha. O adulto ajuda e os exemplos é que são válidos.

A atitude da criança deve ser auditiva por isso é indispensável a disciplina, sem falar nada.

A ação correta é o que se deve obter das crianças.

Deve-se fazer sempre uma coisa nova em cada dia, pois a vida é sempre nova.

Certo dia num dos cursos, respondendo à uma pergunta de um dos ouvintes sobre liberdade, respondeu:

Se não se conhecer as leis, não se pode ser livre; é como o equilibrista que só fez o que faz por que sabe como fazer; se se faz alguma coisa, sabendo o valor da coisa, então que se faça. Nossa qualidade é de ser mestre e livre, então as portas estarão abertas.
Fazer do trabalho musical uma fonte de enriquecimento, de um despertar das potencialidades, das forças vitais, para um crescimento fisiológico, afetivo, mental e espiritual - eis o principal objetivo do pensamento Willems.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

WILLEMS, Edgard. Bases psicológicas da Educação Musical. Bienne (Suiça): Edições Pro-Musica. (1970)


         




quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

CURSO DE TÉCNICA VOCAL - SAMUEL ETTORI







Exibindo curso de ferias.jpg



CURSO DE TÉCNICA VOCAL - 28 a 31 de janeiro de 2014 - das 10h às 12h30.


APOIO: COORDENADORA DE CULTURA DA UESB - MORGANA BARBOSA

COORDENADORA DO CURSO: CLÁUDIA CAVALCANTE FONSECA

Para garantir a vaga faça um depósito de R$30,00 na conta Banco do Brasil - Agência

 0188-0, conta 56.701-9 e guarde o comprovante para apresentar no dia do curso.

OBS.: Serão entregues atestados de participação emitidos pela Coordenação de Cultura da UESB



                          





CONCERTO DE ENCERRAMENTO - dia 31 de janeiro às 20h30

SOLISTA: SAMUEL ETTORI

CORAL DO CURSO

PIANISTAS: CLÁUDIA CAVALCANTE FONSECA
        
                     PABLO FORNASARI




                          PROGRAMA DO CURSO: APERFEIÇOAMENTO MUSICAL:
                                                                                                                      Prof. Samuel Ettori

Apresentação

Sabemos que a música age no organismo como um todo e apresenta efeitos físicos e mentais. Produz também variados efeitos psicológicos: na imaginação, nas emoções e outros; podendo ser induzidos ou estimulados. Conforme a música é apresentada às pessoas, elas são afetadas para o bem ou para o mal, moral e espiritualmente. Uma das maiores descobertas científicas atualmente é de que a música afeta o cérebro na parte que não depende da vontade humana, do consciente, mas estimula as emoções, sensações e sentimentos, sendo permitido ou não pelo ouvinte.
A música altera nosso estado de espírito. O corpo reage às vibrações dos sons, são despertadas emoções que interferem no funcionamento de nosso organismo. Existem teorias que comprovam as reacções de células e órgãos através destas emoções que são deflagradas.
A música pode alterar e liberar partes reprimidas inscritas em nosso corpo . O ser traz consigo as marcas de sua história , em forma de movimento , apreendemos padrões de movimento que nos ditaram o que fazer ou deixar de fazer. Ao longo da história a música esteve presente e influente nas sociedades. Tão antiga quanto o homem, a Música Primitiva era usada para exteriorização de alegria, prazer, amor, dor, religiosidade e os anseios da alma. Darwin declarou que a fala humana não antecedeu a música, mas derivou dela.
Partindo desta análise, tendo em conta o grande fator de integração social que traz a musica, apresento um  projeto que tem como principal foco o redescobrimento dos artistas musicais e interpretes da comunidade Jordanense.
Consiste  na interação dos diversos artistas, também membros que utilizam do aparelho fonador, do município cultivando o aperfeiçoamento técnico vocal e interpretativo de cada um, buscando esclarecer dúvidas e melhorar a qualidade do produto final, musica e sua devida interpretação fazendo uso da técnica vocal e conhecendo o seu Aparelho Vocal assim como, também, esclarecer o papel do musico como agente de suma importância no meio social, a sua valorização na comunidade e preponderante como agente histórico.

Público:

 Artistas locais e comunidade num todo.
 Alunos da instituição
1- O projeto consiste em aulas didáticas  e práticas de canto com os seguintes temas:
 Anatomia da Voz
 Diafragma: Como usar para o canto
 Respiração
 Mascara Vocal
 Boca, língua, nariz e palato: Como usar.
 Ressonância corporal: Como usar o corpo inteiro na emissão de notas mais perfeitas.

2- Interpretação
 Leituras interpretativas
 Técnica vocal em serviço da interpretação
 Frases musicais, onde e como respirar.

3- Patologia Vocais.

 Como se precaver de doenças vocais usando bem a técnica vocal no seu dia a dia.
 Melhoramento da fala.
 As Aulas Práticas carregam toda metodologia intrínseca não sendo necessário material didático- apostilas.
 Master Class : O aluno canta um musica  que ele goste e o professor faz devidas correções
 Pratica de Canto Coral: Uma das mais importantes formas de canto e a pratica de
 Vídeos exemplares.
 Concerto Final - O projeto se encerrará com um concerto onde reunirá todos os participantes e suas novas habilidade.
 Solistas
 E Coral formado pelos alunos.

Solistas: Cada aluno poderá se candidatar a cantar como solista escolhendo uma musica popular brasileira para cada.
O concerto não haverá som elétrico será em cunho acústico em ambiente pequeno. Apenas som para teclado e, talvez, um microfone.

Coro: O Coro será formado dos alunos e o repertorio será, principalmente,  de músicas do folclore brasileiro.

Tempo de duração:
 3 dias, 2 horas diárias de aulas sendo que o dia do concerto final terá um horário à parte, ensaio de 2 horas. Totalizando 4 dias.
 Data a combinar.

Da Realização- Necessidades
 Professor
 Pianista
 Sala de aula
 Teclado
 Televisão – Computador com net.


                                 Currículo Musical  - SAMUEL ETTORI

Iniciou sua vida musical no Coral Reencontro de Paz da cidade de Jordânia MG sobre a regência do Maestro Hugo Verlousth.
Samuel Almeida – TENOR.
Cidadão Jordanese, Atualmente canta no Coro Sinfônico da Cidade de Lisboa – Cantat- Sobre a Regência do Maestro Português  Jorge Alves. 
Neste momento e, desde a um ano e meio, junto ao Coro Sinfónico Cantat, está em  Cartaz em Portugal com Opera Carmina Burana do Compositor CArll Orff. Este espetáculo já viajou todo o 
país sendo acompanhado por diversas e renomadas orquestras européias dentro dos grandes teatros portugueses  como o Teatro Olga Cadaval na Cidade de Sintra. 
Ainda em trabalho paralelo o Tenor Samuel Ettori junto ao seu coro, cumpriu por dois anos consecutivos o Gala de Opera de Lisboa, tendo participação em grandes Operas como “La Traviatta”, Nabuco, Il Puritani e Aida. Este Ano, no dia 6 de dezembro, será a vez de Mozart com O Rapto do Serralho e Bizet com a Opera Carmen. 
Samuel foi aluno da UESB e corista do CORAL UESB durante cinco anos sob a regia da maestrina 
Cláudia Cavalcante.
Professores de Canto na Atualidade -  Tenor lírico e Maestro Jorge Alves e Maestro Luis Almeida.